Hoje, 4 de Abril de 2007 contam-se 10 anos exactos da existência do Alter Ego Vitae. A minha Fase Genesis...
Não sei bem, se devo estar feliz ou descontente. Não sei bem, se foi bom permitir que esta personagem permanecesse para a minha eternidade. Sinto um calafrio quando olho para trás e vejo tudo tão nítido. À minha frente tudo ainda é muito nublado. Chateia-me ver sempre esta neblina.
Uma coisa eu sei: A vida corre mais rápido do que eu. E chateia-me ficar em 2.º lugar neste jogo. Nunca vivo um dia intenso por mais que tente. Tudo em mim sabe a tão pouco... Os dias são curtos. À noite durmo por obrigação. Parvoíce! É o tempo, o meu inimigo. Rouba-me tudo. E chateia-me saber que ele vence sempre.
Hoje, como todos os dias, desenho qualquer coisa, observo uma tela inacabada, rasgo uma folha, folheio uma revista, faço uma pesquisa, anoto uma coisa interessante, escrevo uma porcaria qualquer, digo umas asneiras, fumo uns cigarros... não sei bem para quê?!... Porque sim...
Hoje, o ar está diferente...
quarta-feira, abril 04, 2007
domingo, março 11, 2007
:: Esta coisa que me mata
Esquarteja-me as entranhas e dá-mas a comer.
Arranca-me os membros, braços e pernas. Obriga-me a mastigá-los.
Estragula a sua irmã sem preconceitos... Tenho de a ingerir de forma voraz.
Os olhos e tudo no meu rosto são-me desmenbrados. O grito é sufocado pela minha boca cheia dos mesmos.
Enfia-me os dedos na garganta para inroduzir um ou outro bocado que ficou colado à porta.
Não tenho dores como quase não me sobra corpo. Tudo já foi consumido.
Resta-me a boca badujada das minhas visceras.
Entre um respiro e uma coisa ainda a ingerir, pergunto: - "O que é que se passa?!..."
Ela, descontrolada, esmaga-me os lábios num só murro.
Esta minha mão direita assassina que não se contenta com um lápis ou um pincel num suporte qualquer, tem o desejo voraz da minha morte precoce, na consumição da minha alma e na ruina de qualquer coisa que eu não sei bem o quê... talvez, da felicidade.
Como nada a contenta, infelizmente, repete isto todos os dias.
Arranca-me os membros, braços e pernas. Obriga-me a mastigá-los.
Estragula a sua irmã sem preconceitos... Tenho de a ingerir de forma voraz.
Os olhos e tudo no meu rosto são-me desmenbrados. O grito é sufocado pela minha boca cheia dos mesmos.
Enfia-me os dedos na garganta para inroduzir um ou outro bocado que ficou colado à porta.
Não tenho dores como quase não me sobra corpo. Tudo já foi consumido.
Resta-me a boca badujada das minhas visceras.
Entre um respiro e uma coisa ainda a ingerir, pergunto: - "O que é que se passa?!..."
Ela, descontrolada, esmaga-me os lábios num só murro.
Esta minha mão direita assassina que não se contenta com um lápis ou um pincel num suporte qualquer, tem o desejo voraz da minha morte precoce, na consumição da minha alma e na ruina de qualquer coisa que eu não sei bem o quê... talvez, da felicidade.
Como nada a contenta, infelizmente, repete isto todos os dias.
terça-feira, janeiro 02, 2007
:: Novo Ano de 2007
Desejo a todos os visitantes deste blog, um bom ano de 2007.
Adianto as minhas desculpas pelos poucos posts que irei escrever este ano.
Quero fazer deste ano, menos letra e mais acção! :-)
Adianto as minhas desculpas pelos poucos posts que irei escrever este ano.
Quero fazer deste ano, menos letra e mais acção! :-)
quinta-feira, dezembro 14, 2006
sexta-feira, novembro 17, 2006
:: dias & Dias & DIAS
Ontem,
tinha um livro sobre a mesa
uma folha em branco perdida
um desenho de um chão molhado
o início de uma pintura no cavalete
Hoje,
tenho uma colina de livros sobre a mesa
umas palavras escritas numa folha perdida
meia dúzia de papeis molhados no chão
uma tela pintada de branco no cavalete
Amanhã,
tenho uma cordilheira de livros sobre a mesa
um livro escrito com palavras perdidas
uns papeis desenhados no chão de uma galeria
uma tela em branco para começar amanhã
Alter Ego VitAE
17.11.2006
tinha um livro sobre a mesa
uma folha em branco perdida
um desenho de um chão molhado
o início de uma pintura no cavalete
Hoje,
tenho uma colina de livros sobre a mesa
umas palavras escritas numa folha perdida
meia dúzia de papeis molhados no chão
uma tela pintada de branco no cavalete
Amanhã,
tenho uma cordilheira de livros sobre a mesa
um livro escrito com palavras perdidas
uns papeis desenhados no chão de uma galeria
uma tela em branco para começar amanhã
Alter Ego VitAE
17.11.2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
:: ENTRAV IDA & AMOR-TE
Sábado, 21 de outubro. Visitei a exposição AMOR-TE pelas 16h.
Após 3 dias, nascem estas palavras:
:: ENTRAV IDA & AMOR-TE
- É longa a vida meu Velho!
- Meu Jovem, a vida é curta! - diz o velho:
Toda a vida está no tempo
e o tempo toda a vida leva.
Não há tempo para aprenderes
Não há ninguém que te ensine
Perdido é quem desmaia em vida
Vencedor quem não dê por ela passar.
1/4 da vida para crescer
3/4 para envelhecer
crescemos aprendendo
aprendemos errando.
1/2 vida em luta
outra 1/2 castigada em sono
O mínimo é o prazer
Uma vida inteira no sonho.
Nascemos pelo desejo de alguém
Morremos por culpa de Aquém.
Vivemos para morrer
morremos porque vivemos.
Alter Ego VitAE
24.10.2006
Após 3 dias, nascem estas palavras:
:: ENTRAV IDA & AMOR-TE
- É longa a vida meu Velho!
- Meu Jovem, a vida é curta! - diz o velho:
Toda a vida está no tempo
e o tempo toda a vida leva.
Não há tempo para aprenderes
Não há ninguém que te ensine
Perdido é quem desmaia em vida
Vencedor quem não dê por ela passar.
1/4 da vida para crescer
3/4 para envelhecer
crescemos aprendendo
aprendemos errando.
1/2 vida em luta
outra 1/2 castigada em sono
O mínimo é o prazer
Uma vida inteira no sonho.
Nascemos pelo desejo de alguém
Morremos por culpa de Aquém.
Vivemos para morrer
morremos porque vivemos.
Alter Ego VitAE
24.10.2006
domingo, outubro 15, 2006
:: Poesia, se assim entenderem...
OFF
Eu, meu Amor, não choro por ti.
Estas lágrimas que saem dos meus olhos
são porque veêm a decomposição das coisas.
O presente morre lentamente,
calmamente preciso.
Eu, meu Amor, não choro por ti.
Estas lágrimas que saem dos meus olhos
são por mim, meio vivo, meio morto
e tu, sempre flor
aos poucos mais seca.
Eu, meu Grande Amor, não choro por ti.
Estas lágrimas desalinhadas que saem dos meus olhos...
meu Amor,
são nossas.
Alter Ego VitAE
15.outubro.2006
Eu, meu Amor, não choro por ti.
Estas lágrimas que saem dos meus olhos
são porque veêm a decomposição das coisas.
O presente morre lentamente,
calmamente preciso.
Eu, meu Amor, não choro por ti.
Estas lágrimas que saem dos meus olhos
são por mim, meio vivo, meio morto
e tu, sempre flor
aos poucos mais seca.
Eu, meu Grande Amor, não choro por ti.
Estas lágrimas desalinhadas que saem dos meus olhos...
meu Amor,
são nossas.
Alter Ego VitAE
15.outubro.2006
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